Listening as a Bridge
- Lilian Casas
- Sep 7, 2025
- 6 min read
Updated: Oct 7, 2025

We hear it all the time: be present, live in the moment, focus on quality time. Sounds wonderful, right? But if we’re honest, most of us rarely disconnect from the noise in our heads long enough to truly pay attention to someone else.
Take the other day. I stopped by a neighborhood bakery. The man behind the counter was warm and chatty. He asked about my day, proudly told me the bread I picked had been a best-seller for twelve years, and gently suggested I try a pastry by the register, describing in detail how it was made. I was there maybe five minutes. Yet when I left, I couldn’t remember what else I had meant to buy, or even how that pastry was prepared. And even though he was kind, I found myself thinking I had wasted time. Which is funny, because I enjoy talking to people.
The truth is listening is hard. I work at it constantly, not only listening to myself, but to others, without interrupting. And yet, with a mind buzzing all day with decisions about work, home, and everything else, I often miss the moments when I should be paying closer attention.
The Greeks knew listening was central to wisdom. Socrates made it his main tool for learning. In Plato’s dialogues, he rarely handed out neat answers. Instead, he asked questions, then really listened, not to argue, but to understand and to help others understand themselves.
Centuries later, Stephen R. Covey made the same point in “The 7 Habits of Highly Effective People.”, Habit 5 says: “Most people do not listen with the intent to understand, they listen with the intent to reply.”
Socrates saw listening as an active discipline, not a passive act. He watched life unfold around him, noticed contradictions, and listened with humility. His ears were guided not just by words, but by the fullness of human experience.
Fast-forward to today: our work lives are packed with deadlines, meetings, and endless to-do lists. We rush from one thing to another. We don’t really talk with our coworkers anymore, let alone build trust or true friendships. We don’t connect. We don’t listen.
And that’s the problem. A leader who only delegates task and never listens doesn’t earn trust. Without trust, there’s no influence, no real leadership. The same is true at home. Listening first, before demanding to be heard, creates respect, credibility, and connection.
Think about this everyday example: a mom, exhausted after work, cuts her son off as he tries to talk about school. She assumes he’s exaggerating and gives quick advice. Days later she discovers he was struggling with classmates. With a heavy heart, she apologizes and asks him to share again, this time she listens fully. Her son opens up and, in that moment, trust grows. That’s the quiet power of listening.
Marshall B. Rosenberg, in Nonviolent Communication, calls listening the practice of hearing the feelings and needs behind words. Real communication, he says, isn’t about who talks louder, but about creating a safe space where understanding is possible.
Listening, then, isn’t passive. It’s active. It asks for presence, humility, and patience. It means noticing not only words, but silences, body language, and emotions. It’s how we become more human leaders, more present parents, and better partners.
So yes, listening takes work. But it’s also one of the most powerful ways to love, to lead, and to build bridges instead of walls.
Are you ready to get better at it? My answer will always be yes.
Go forward with courage.
Lilian Casas
A escuta como ponte
Muitos falam que temos que estar presentes no momento, ter tempo de qualidade, viver o agora. Mas o que mais vejo e vivo são situações em que não temos realmente tempo para desligar dos nossos pensamentos e da rotina para prestar atenção em alguém ou em algo.
Outro dia fui à padaria. Um senhor me atendeu e começou a puxar conversa comigo. Perguntou sobre o dia, disse que o pão que escolhi era vendido há 12 anos e era o mais pedido da casa. Perguntou, com toda gentileza, se eu não gostaria de provar um doce que estava ali ao lado do caixa e descreveu em detalhes como era produzido… creio que fiquei ali no máximo 5 minutos. No final, esqueci o que mais eu deveria comprar, não me lembrava exatamente de como o doce era feito e, apesar de o senhor ser muito gentil, me pareceu que eu estava perdendo tempo. E olha que eu gosto de conversar.
Como é difícil escutar. Digo isso porque me esforço muito nesse sentido. Não apenas para escutar a mim mesma, mas também as pessoas ao meu redor, e ainda assim não as interromper. São tantos pensamentos o dia todo na minha cabeça, tantas decisões de casa, do trabalho, dos estudos, que muitas vezes deixo passar momentos em que deveria escutar com mais atenção quem está comigo.
Na filosofia grega, escutar era visto como parte essencial do processo de busca pela verdade. Sócrates, em particular, transformou a escuta em uma ferramenta de investigação e aprendizado. Nos diálogos registrados por Platão, ele raramente oferecia respostas prontas; ao contrário, fazia perguntas e aguardava com atenção as respostas, escutando para compreender a visão do outro, para ter um melhor entendimento da situação e para ajudá-lo a se compreender melhor, e não para refutá-lo.
Stephen R. Covey reforça essa ideia em seu livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. No Hábito 5, ele afirma: “A maioria das pessoas não ouve com a intenção de compreender; ouve com a intenção de responder”.
Para Sócrates, escutar não era um ato passivo, mas um exercício ativo de humildade e presença. A tal da presença. Antes mesmo de dialogar, ele observava a realidade ao seu redor, os comportamentos, as contradições da vida cotidiana, para que sua escuta fosse informada não apenas pelas palavras, mas também pela experiência humana concreta.
No trabalho, os projetos, os prazos e as reuniões fazem com que criemos listas e mais listas de afazeres, e vamos apenas cumprindo tabela. Não discutimos mais com tanta profundidade os temas, não conversamos mais com nossos colegas, não criamos mais vínculos e amizades profundas. Não confiamos, não criamos conexões. Não conversamos. Não escutamos. Apenas falamos.
Um líder que não escuta e apenas cria cronogramas de tarefas não fortalece vínculos e não desperta confiança. Sem isso, não é possível influenciar as pessoas, ou seja, guiá-las em direção ao bem comum. Quando escutamos o outro, criamos um ambiente de trabalho mais colaborativo e criativo. Escutar primeiro, em vez de ser escutado, gera mais credibilidade e respeito. O mesmo acontece em nossas casas.
Um exemplo simples da vida cotidiana ilustra essa verdade, talvez você se reconheça. Uma mãe, como tantas de nós, cansada após um longo dia, apressou-se em interromper seu filho quando ele tentou falar sobre seus problemas na escola. Achando que ele estava exagerando, ofereceu conselhos rápidos sem realmente escutar. Dias depois, descobriu que ele enfrentava uma situação difícil com seus colegas. Reconhecendo sua falha, com aquele aperto no peito que sentimos, pediu desculpas e o convidou a contar novamente o que estava acontecendo, desta vez com mais atenção e paciência. O menino, sentindo-se acolhido, abriu o coração e, dessa conversa, nasceu mais confiança entre os dois.
Esse episódio mostra que a escuta, mesmo em situações simples e corriqueiras, é uma das formas mais poderosas de amar e liderar. Seu exemplo, sua disponibilidade, sua paciência, sua generosidade são exemplos para os que estão ao seu redor.
Marshall B. Rosenberg, em seu livro Comunicação Não Violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, ensina que escutar significa buscar os sentimentos e necessidades por trás das palavras. Rosenberg propõe uma escuta capaz de acolher e compreender. Essa abordagem nos mostra que a verdadeira comunicação não é um jogo de quem fala mais forte, mas um espaço de encontro, onde a escuta abre caminhos para a confiança e a cooperação.
Escutar, portanto, não é passividade. É uma disciplina ativa que exige atenção, curiosidade e humildade. É observar a realidade, enxergar a pessoa, ouvir suas palavras, perceber os silêncios e acolher as emoções. Essa atitude forma líderes mais humanos, assim como pais e mães mais próximos de sua família. Tal como Sócrates buscava a verdade no diálogo, também hoje devemos aperfeiçoar a escuta como caminho de sabedoria e serviço.
Vamos criar mais pontes do que muros!
Você quer melhorar? Minha resposta será sempre sim.
Siga com coragem!
Lilian Casas



Comments